Moçambique defronta Nigéria nos oitavos-de-final do CAN com a ambição de continuar a fazer história

Desporto 

A Selecção Nacional de Futebol, os “Mambas”, defronta na noite desta Segunda-feira, 5 de Janeiro, a sua congénere da Nigéria, em partida a contar para os oitavos-de-final do Campeonato Africano das Nações (CAN-2025), que decorre em Marrocos. O encontro, marcado para as 21:00 horas no Complexo Desportivo de Fès, encontra a equipa moçambicana motivada e com os níveis de pressão controlados.

Na antevisão da partida, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, assumiu a postura ambiciosa do grupo. “Nós, com a nossa humildade, com a nossa vontade de competir e, quiçá, vencermos, queremos continuar a fazer história. Demonstramos já que, perante as dificuldades, nós conseguimos transcender essa equipa e, sem sobra de dúvida, este vai ser o jogo das nossas vidas”, disse Chiquinho.

O seleccionador aproveitou a ocasião para desvalorizar o peso psicológico do confronto, afirmando que “pressão não, pressão tem aqueles que estão no hospital, doentes. Nós não, nós só vamos jogar, fazemos aquilo que nós gostamos, com saúde e queremos divertir-nos, sorrir, sem medo de errar. Quem deve estar pressionado deve ser a Nigéria.”

Para Chiquinho Conde, esta é uma “missão patriótica”, reforçada pelo apoio recebido pelo Presidente da República. “Temos que continuar a jogar para um país que sofre, um país que tem no futebol o Opium do povo, tem esta oportunidade de poder ter alegria e nós só temos que fazer o nosso trabalho”, reiterou o técnico.

O capitão Domínguez corroborou o espírito de união do balneário, garantindo que, apesar de algumas mazelas físicas no plantel, a prontidão é total. “O espírito do grupo está bom, vamos procurar olhar para este jogo como mais um jogo, mas já é a eliminar, e tudo é possível”, declarou.

Sobre o adversário, Conde reconheceu a qualidade individual dos nigerianos, destacando que “tem jogadores muito fortes”, mas assegurou que os “Mambas” estudaram os pontos fracos do oponente para aplicar a sua ideia de jogo.

No que toca à disponibilidade do plantel, o seleccionador confirmou algumas contrariedades clínicas. “Infelizmente não iremos contar com o Nené. O Edmilson continua em dúvida”, explicou. Por outro lado, Calila está “praticamente recuperado” e deverá ser opção, tal como Bruno Langa, que foi poupado por precaução para evitar “surpresas negativas”.

Com este cenário, Moçambique entra em campo focado em contrariar o favoritismo da Nigéria e garantir uma vaga histórica nos quarto-de-final da maior prova do futebol africano. (Ekibal Seda).

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Fonte: Integritymagazine 

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